Este tem sido um ano muito especial para este duende e por isso mesmo este foi um prémio mais que merecido. No dia dos seus anos, uma boa coincidência, quando chegou à oficina da Megastore do Palácio, tinha lá um caixote com a sua nova Pelago Stavanger à espera.

Isto de gostar de bicicletas e ter uma loja de bicicletas tem muito que se lhe diga. Primeiro porque me passam muitas bicicletas pelas mãos; segundo porque temos o gosto de as analisar e perceber as suas características, as qualidades e por vezes os defeitos.

Cada bicicleta tem um dono, cada uma casará melhor ou pior com alguém e esta é uma das tarefas mais importantes a desempenhar na Velo Culture. Para alguém que passa a vida a tentar fazer este tipo de leituras, escolher uma bicicleta para si torna-se uma pesada tarefa de auto-análise. Se eu só tivesse uma bicicleta, seria esta com certeza.

Podes ler o resto aqui e, já agora, também aqui.

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This year is being a very special one for our Man Without a Three Letters Name. He was already deserving a treat and, at his birthday, a box with a Pelago Stavenger arrived at the shop. It was his new ride.

“Loving bicycles as I do and owning a bike shop is a very complicated situation. Every day I handle many bicycles and like to understand their specs and know the highs and lows of each one of them.

Each bicycle as an owner. Each one will marry someone. Matching bikes with riders is one of the most important things I do at Velo Culture. That’s why choosing a bicycle for one self is not a ride in the park. If I could only own one bike, it would be this one”.

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france 650b

A Ida não quer saber. Não quer saber que o Hygge dinamarquês não passe de um exagero de bloggers hipsters a tecer loas a um estilo de vida minimalista e contemplativo e nostálgicos não se sabe muito bem de quê. É que o Hygge é mesmo uma coisa que lhe assiste. Assiste-lhe a ela e assiste à generalidade dos duendes ao serviço nos diversos departamentos espalhados pelos múltiplos pisos do Grande Quartel General dos duendes da Velo Culture.  E foi por isso que se gerou uma grande confusão.*

A história começa assim. Há uma semana atrás, com um olho na estação meteorológica instalada no heliporto e outro nos quadradinhos no monitor, um para cada site de referência destas coisas do tempo,  a Ida não se deixou enganar pelo calorzinho que até puxava manguinha curta a determinadas horas do dia. Ela percebe disto do frio e tratou de fazer um bom stock de chá de menta e de levar um carregamento de lenha para o quarto andar do QG, onde está instalado o nosso famoso Departamento de Marketing. Aproveitou para abençoar as Klean Kanteen Insulate que tinha também trazido para cima, uma para cada uma das dinamarquesas.

france 650b 2

Hoje, quando estava confortavelmente a editar estas fotografias debaixo de uma mantinha, com o seu chá na mão e o calor da Salamandra a alourar ainda mais os seus caracóis, deu por si a ampliar todos os pormenores da bicicleta. Pensou que a queria ver ao vivo e começou a ficar obcecada com a ideia de isso não acontecer. Foi assim que começou a crise.

Telefonou para a sub-cave e pediu ao duende de serviço na oficina o favor de lhe trazer a bicicleta para cima. Acontece que o duende também é agarrado ao seu quentinho e tinha planeado passar a tarde a sacar eixos pedaleiros ferrugentos ao calor, estando com pouca vontade de subir ao quarto andar, porque tinha que passar pelo corredor gelado do átrio. Disse que não, que já tinha levado a bicicleta para o MMM para a fotografarem e que podiam ter aproveitado para a levar para cima nessa altura.

A coisa resolveu-se, como sempre, com negociação e com a promessa de uma semana de cafés do Manifesto, cujos superpoderes garantem sete dias seguidinhos de Hygge. O duende lá calçou as botas de pele seleira forradas a pêlo de foca, fornecidas pelo incontornável Gonçalo dos sapatos daqui da porta ao lado, para ser fazer ao frio.

Agora vamos ao que interessa?

A bicicleta é francesa. Fácil de perceber, porque a marca é “France”. É a segunda que por cá passa nas últimas semanas (a primeira foi a da Rita), mas a da Rita está identificada por “La France”. Esta vai directa ao assunto, omitindo o “La”.

Chegou cá Randonneuse, com guiador de estrada, cantilevers e mudanças de desviador e pôs-se uma super-commuter 650b, com guiador urbano e mudanças e travão traseiro de cubo.

A listinha de supermercado?

  • Transmissão com pedaleiro Pista Vera, eixo pedaleiro novo, cubo de três velocidades Sturmey Archer (com travão) e corrente nova
  • Rodas com aros 650b, cubo frontal selado, raios de inox, pneus Continental TourRide e guarda-lamas Velo Orange Zeppelin
  • Cockpit com avanço Velo Orange Grand Cru , campainha dourada Velo Orange, guiador Velo Orange Milano, fitas de guiador clássicas BLB, porta-garrafas Velo Orange Retro Cage, manetes de travão da Dia-Compe
  • Selim Brooks B17

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* Não gostaram das frases e parágrafos longos? Não sabemos porquê, mas isto tem dado ao pessoal ao serviço na máquina de escrever desde que os Estados Unidos fizeram a proeza de eleger uma pessoa que não diz mais do que quatro palavras por frase, como esta aqui em baixo.

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Sorry folks, no translation this time!

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motobecane (1 of 1)

Tivemos recentemente entre mãos esta Motobécane 650b na Megastore do Palácio.

Não foi um trabalho complicado, apenas uma boa refrescadela depois de uma laboriosa limpeza de ferrugem peça a peça. Foram substituídas as rodas por umas novas e também o guiador, caixa de direcção, travões e pedais.

Caso tenhas interesse neste tipo de meninas, então tens que estar atento ao que vai aparecendo para venda na nossa página dedicada ao (bom) material usado.

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We recently serviced this vintage Motobécane at our Central Porto Megastore.

It wasn’t a complicated job, that started with a time consuming rust removal job, part by part. The restoration of some of the parts wasn’t possible within the budget and we had to replace the wheels, handlebars, headset and pedals.

If you fancy this kind of bike, you must keep a eye on our used and vintage stock page.

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francesa (2 of 4)

O Homem que não tem um nome com três letras está a despachar algum material que tem guardado lá no arrumo e esta francesinha é a primeira a sair.

Nas palavras do duende, “a bicicleta está 100% funcional mas bastante coçada”, o que a torna uma séria candidata a passar pelas mãos meiguinhas do Homem da Bata Verde para um restauro.

  • Tamanho de quadro 57
  • 4 Mudanças Sachs (roda livre nova)
  • Kit iluminação Soubitez

O pato? 115,00€

Podem ver outras usadas espectaculares que temos disponíveis nesta página.

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The Man Without a Three Letter Name is getting rid of some of his stuff. This French beauty, a 57cm, is the first to go.

The price? 115,00€

More about our vintage and used stock here.

 

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